Latinoware https://2016.latinoware.org 13ª Conferência Latino-americana de Software Livre Mon, 14 Nov 2016 12:41:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.12 Campanha Gelatina – Prestação de Contas. https://2016.latinoware.org/campanha-gelatina-prestacao-de-contas/ Fri, 11 Nov 2016 19:05:08 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36639 Leia mais]]> campanhagelatina

Em nome de toda equipe da Campanha Cuidando de Viver de 2016 da Itaipu Binacional e da Organização da 13ª Edição da Latinoware – Conferência Latino-Americana de Software Livre, agradecemos a todos vocês que nos ajudaram a ajudar (massa isso) vejam o resultado do trabalho de todos.
Valeu…. Coordenadores de Caravanas – Congressistas, Palestrantes, amigos e organização

Muito Obrigado a todos.

 

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Balanço Geral: Latinoware 2016 supera público, integração e inovações tecnológicas https://2016.latinoware.org/balanco-geral-latinoware-2016-supera-publico-integracao-e-inovacoes-tecnologicas/ Fri, 21 Oct 2016 21:44:07 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36390 Leia mais]]> oficial2Recorde de público, forte engajamento dos participantes, soluções inteligentes e criativas, inovações tecnológicas em várias áreas e, sobretudo, pluralidade de pensamentos e ideias compuseram o cenário da 13ª edição da Latinoware 2016 (Conferência Latino-Americana de Software Livre), realizada nos dias 19, 20 e 21 de outubro, nas dependências do PTI (Parque Tecnológico Itaipu), em Foz do Iguaçu, no Paraná.

(Foto – Paulo Gomes e Patrícia Gonzalez)

Considerado um dos maiores eventos de software livre do mundo, a Latinoware 2016 reuniu, neste período, mais de cinco mil pessoas de vários países da América Latina e também de inúmeros estados brasileiros. Pesquisadores, especialistas e colaboradores apresentaram centenas de propostas e projetos revolucionários, desenvolvidos a partir de programas e sistemas de software livres.

Palestra Magna – Mais uma vez, a palestra magna foi proferida pelo genial Jon “Maddog” Hall, diretor executivo da Linux Internacional e considerado “papa” do software livre no mundo. No Cinetetaro Barrageiros lotado, Maddog alertou o Brasil para usar melhor as aplicações relacionadas às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

Por ano, disse ele, o País desembolsa cerca de R$ 3,7 bilhões (aproximadamente US$ 1 bilhão) para o pagamento de licenças de softwares desenvolvidos em outros países. Para contrapor este cenário, o especialista ressaltou a importância de elevar o grau de uso de modelos que operem em soluções de software livre. “As soluções desenvolvidas em software livre poderiam ser melhor aproveitadas, pois possui como característica a possibilidade de personalização da ferramenta conforme as necessidades do usuário”.

Paineis Centrais – Em termos gerais, a 3ª edição da Latinoware (2016) apresentou cinco painéis centrais no desenvolvimento de mais de 250 atividades: Latinoware Negócios, 2 Fórum Latino Americano de Hardware Livre, 2 Agenda Latin-Sec – com foco no âmbito da segurança -, Robótica Livre e Hardware Livre, Campanha Cuindando de Viver – que integrou-se ao Movimento Internacional Outubro Rosa, arrecadando milhares de unidades de gelatina para pacientes que passam por tratamento de câncer -, além das palestras, mini-cursos, concursos e competições digitais.

“A Latinoware se destacou, novamente, por reunir um amplo conteúdo de informações, ideal para que estudantes, professores, pesquisadores e especialistas compartilhassem os seus conhecimentos no mesmo ambiente”, afirmou o superintendente de Informática da Itaipu, Jose Washington de Medeiros.

Turismo – O envolvimento do público da Latinoware 2016 ultrapassou os limites geográficos do Parque Tecnológico Itaipu. Nos três dias de evento, os participantes aproveitaram os intervalos do período de programação para visitar a cidade, conhecer a região trinacional e seus principais atrativos. A passagem dos turistas, muitos acompanhados por familiares, movimentou a economia da cidade, hotéis, bares, danceterias, restaurantes, supermercados, espaços de conveniência e setores de serviços ao turista. Como resultado, aumentou, evidentemente, o período de consumo de bens, produtos e serviços.

“Além de incrementar divisas à economia regional, a Latinoware, certamente, gerou muita mídia espontânea e positiva para Foz do Iguaçu”, afirmou Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social da Itaipu, área responsável pelo turismo na empresa.

E para incentivar as visitas, Itaipu concedeu, ainda, aos participantes inscritos na Latinoware 2016, desconto especial de 50% em todos os ingressos destinados aos atrativos no Complexo Turístico Itaipu.

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Caixa de areia ensina mapas topográficos em realidade aumentada https://2016.latinoware.org/caixa-de-areia-ensina-mapas-topograficos-em-realidade-aumentada/ Fri, 21 Oct 2016 20:08:04 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36385 Leia mais]]> img_4815Os consultores Francisco Machado de Oliveira Neto e Marcos Antonio Teixeira trouxeram para o Paraná, a primeira caixa de areia adaptada à realidade aumentada e virtual para o ensino de crianças e estudantes sobre mapas topográficos e linhas de relevo geográficos.

O dispositivo faz parte do projeto “Uso de Novas Tecnologias para Ensino de Ciências” nas escolas da rede pública, desenvolvido pelo programa social Estação Ciências, mantido pela parceria entre a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu, a Celtab e o próprio projeto. “A nossa ideia é facilitar a interpretação e a compreensão sobre a topografia de cada região analisada, a partir da plena interação das pessoas com a realidade aumentada”, disse o especialista Francisco Neto, em palestra na Latinoware 2016.

O funcionamento da ferramenta é bastante simples através da integração com um computador convencional, permitindo, aos usuários moldar os mapas do relevo com as próprias mãos. “Devemos destacar ainda que o projeto é todo sustentado em software livre, no sistema operacional Linux”, frisou Marcos Antonio Teixeira, da Celtab.

Educação fortalecida – A caixa de areia em realidade aumentada foi desenvolvida em 2012, na Califórnia. No Brasil, existem apenas três protótipos e no Paraná o projeto é o primeiro a ser implantado pela Estação Ciências, espaço criado para popularizar, disseminar e fortalecer a educação científica nos ensinos fundamental, médio e superior.

A Estação Ciências mantém parcerias com diferentes instituições de ensino para a geração de processos formativos em todos os níveis educacionais. Com isso, estudantes têm a oportunidade de vivenciar na prática conceitos relacionados a ciências. Já os professores podem conhecer outras formas de ensino e aplicar em sala aula, despertando o interesse para metodologias ativas e investigativas de ensino. Até o momento, o projeto envolvei 31 instituições de ensino, com158 novas atividades pedagógicas organizadas em 2015 e 1.322 professores capacitados por meio do curso de formação continuada ‘’Pesquisar na Escola: a investigação científica na Educação Básica’’, ofertado na modalidade Educação a Distância (EaD).

 

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Latinoware 2016: Ideias Soprando no Vento!!! https://2016.latinoware.org/latinoware-2016-ideias-soprando-no-vento/ Fri, 21 Oct 2016 19:43:05 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36375 Leia mais]]>

Uma multidão de ideias, pensamentos e atitudes positivas invadiu a Latinoware 2016. As belas imagens são do antenado e perceptível fotógrafo Kiko Sierich!!!

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Lei que tipifica crimes virtuais é discutida em palestra na Latinoware 2016 https://2016.latinoware.org/lei-que-tipifica-crimes-virtuais-e-discutida-durante-a-latinoware-2016/ Fri, 21 Oct 2016 18:23:56 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36368 Leia mais]]> lei Lei que tipifica os crimes virtuais foi tema de conversa durante a Latinoware 2016, conferência realizada pela Itaipu Binacional e Parque Tecnológico Itaipu, que já está em sua 13ª edição.

(Matéria Vanessa Peron – Foto de Kiko Sierich)

Em 2012, o Brasil publicou a Lei 12.737, a lei dos crimes virtuais, que se popularizou como Lei Carolina Dieckmann (uma vez que um caso envolvendo a atriz motivou a criação da lei). Com um total de quatro artigos, a lei altera o Código Penal e tipifica como crime alguns delitos informáticos.

Para o professor do Instituto Federal Goiano, Amivaldo Santos, que conduziu a palestra, a lei foi o primeiro passo, mas ainda não é o suficiente para inibir os crimes em ambientes virtuais. “O que é crime no mundo real, é também considerado crime no mundo virtual. Como a Lei 12.737 é bastante sintética, o enquadramento hoje quase sempre acontece por analogia e equiparação a diretos previstos em outras leis, como no Código de Defesa do Consumidor, no Código Penal e na própria constituição”, explica.

Hoje os crimes virtuais mais comuns são fraudes a bancos virtuais, estelionato, crimes contra a honra (que envolvem calúnia, difamação, injúria), ameaças e pedofilia. Para o professor, um código específico e mais detalhado permitiria a previsão e adequação de questões pontuais características do mundo virtual. “Existem situações que acontecendo no mundo virtual tomam proporções muito maiores do que no mundo real. Por exemplo, uma difamação, que é acusar alguém de um ato desonroso, se acontecer em um grupo de amigos ficará restrito a este espaço. Porém, se acontecer na internet a dimensão é mundial, ou seja, o prejuízo é muito maior e a pena precisa ser diferenciada, precisa acompanhar a gravidade do dano, o que geralmente não acontece”, exemplifica.

Durante a conversa, Amivaldo também destacou requisitos fundamentais para segurança ao desenvolver softwares, como a disponibilidade, integridade e confidencialidade; e alertou os usuários sobre a importância da ética ao utilizar a internet, especialmente as mídias sociais. “No convívio presencial é normal surgirem apelidos e brincadeiras, e a gente sabe o momento de parar. No mundo virtual não é tão fácil identificar constrangimentos e isso gera o que chamamos de cyberbullying, o que é muito grave”, pontua.

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Competição para desvendar enigmas agita último dia da Latinoware https://2016.latinoware.org/competicao-para-desvendar-enigmas-agita-ultimo-dia-da-latinoware/ Fri, 21 Oct 2016 18:01:47 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36360 Leia mais]]> codigoEnigmas estavam escondidos em palestras, no site e materiais de divulgação da 13º Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware. Os desafios faziam parte de uma competição que termina na tarde desta sexta-feira (21), a Capture The Flag (capturar a bandeira). Quem participa coloca em prova conhecimentos de segurança da informação, como criptografia, engenharia reversa, exploração de binários de sistemas de rede e forense. (Matéria Leillane Dalla Benetta – foto Kiko Sierich)

Uma série de caracteres como “!$*?” tem como significado uma palavra. Quem decifra o código e descobre a palavra, tem a “flag” (bandeira). Esse é apenas um exemplo simples sobre os diversos enigmas propostos na competição. Foi a primeira Capture The Flag (CTF) da Latinoware e dezenas de pessoas se inscreveram.

O coordenador da grade da LatinSec, a programação sobre segurança da conferência, Alberto Azevedo, contou que, antes mesmo do início da Latinoware, na quarta-feira (19), o primeiro desafio já estava no site do evento. O primeiro, segundo e o terceiro colocados na competição receberam celular, kit camiseta, caneca e tablet. A equipe vencedora foi premiada com um passeio na Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Segundo Alberto, a primeira CTF da Latinoware foi um “laboratório” para sentir o envolvimento dos participantes e, na próxima edição, a competição está garantida. “O pessoal que trabalha com tecnologia gosta de desafios, é o que motiva muita gente a estar nessa área”, comentou.

A equipe RTFM, de São Paulo, preparou a primeira Capture The Flag da Latinoware. Rafael Bruno Trassi, o “Choko”, da RTFM, explicou que “hackear” – invadir um sistema -, é uma atividade ilegal. “O CTF é importante porque os organizadores põem isso à prova: pedem para você hackear, o que estimula o pensamento, o raciocínio, a capacidade de resolver problemas e pensar fora da caixa”. De acordo com ele, muitas empresas têm usado esse modelo para a contratação de profissionais ou até mesmo oferecido dinheiro para quem encontra problemas (bugs) no sistema. “Em 2015, por exemplo, teve um brasileiro que descobriu uma falha no Facebook e foi recompensado por isso”.

Segundo Rafael, a primeira CTF da Latinoware envolveu competições questões de diversas categorias – no estilo chamado Jeopardy -; ataque e defesa, que simula o ataque à uma rede; e desafios físicos, como, por exemplo, abrir uma fechadura. Quem não veio ao evento também pôde participar, mas perdeu algumas “flags” que só podiam ser vistas por aqueles que frequentaram as palestras e os estandes da conferência.

O programador Julio Isaias Iglesias, de Cidade Del Leste, no Paraguai, participou da CTF em uma equipe com outros três competidores do país. “Sempre quis participar de atividades desse tipo. Primeiro, porque gosto de desafios, e segundo porque aqui na América Latina os recursos na área não são tão bons quanto o que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos e na Europa. Esse é um bom começo”, avaliou. Julio contou que este foi o quarto ano que ele participou da Latinoware.

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Latinoware revela “oceano” de personalidades e pensamentos plurais https://2016.latinoware.org/latinoware-revela-oceano-de-personalidades-e-pensamentos-plurais/ Fri, 21 Oct 2016 17:36:27 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36337 Leia mais]]> img_4117Há um oceano de personalidades espalhadas pelos espaços democráticos e libertários da Latinoware 2016. Mais de cinco mil participantes dos países da América Latina, do étnico território brasileiro e do mundo surreal da informação open source, circulam pelo Parque Tecnológico Itaipu. São faces, estilos, pensamentos e atitudes plurais que revelam o atual contexto “liquido” da era digital, sem valores taxados e definidos eternamente, mas com conceitos e verdades relativas que mudam e evoluem a cada minuto, no ritmo das novas tecnologias digitais.

 

 

 

 

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1º Captura de Bandeiras desenvolve habilidades cognitivas para segurança digital https://2016.latinoware.org/1o-captura-de-bandeiras-desenvolve-habilidades-cognitivas-para-seguranca-digital/ Fri, 21 Oct 2016 15:52:46 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36326 Leia mais]]> img_4566Na agenda de atividades da Latinoware 2016, acontece, ininterruptamente, desde ontem (quinta-feira, 20) a 1º CTF (Capture de Flag) Latin.sec. A competição funciona com uma série de desafios com o objetivo de testar a capacidade, conhecimentos, expertise e a persistência dos participantes quanto à compreensão de códigos (sequência de caracteres) digitais escondidos ou implícitos em diferentes cenários. Ao todo, participam da disputa, concorrentes inscritos na Latinoware e também participantes virtuais de outros continentes e países, como a Nova Zelândia.

Os idealizadores do torneio, Victor Gomes e Rafael Choko, chamam os códigos de Flag, na tradução, em português, de bandeira. O jogo parece brincadeira, porém revela o potencial dos competidores sobre conhecimento na área de informática, capacidade de raciocínio lógico, dedução, habilidades de investigação e compreensão de matemática. Da teoria à prática, dizem os coordenadores, isto significa o desenvolvimento exponencial de pessoas capacitadas e habilitadas para atuarem nas áreas de segurança digital de empresas ou em áreas de Tis (Tecnologias de Informação) seja na iniciativa privada como no âmbito público e governamental.

img_4562Gêneros de disputa – Na competição organizada na Latinoware, existem diversos gêneros de disputa para os competidores identificarem as flags, dentre os quais, engenharia reversa, criptografia. Forense, diversos, triviais, web hackin, networking, exloração de binários e PPC (Professional Programming and Coding), na tradução, (Programação Profissional e Códigos).

Qualquer pessoa pessoa presente ou não no evento pode participar. Naturalmente uma série de desafios só poderser resolvido por participantes da Latinoware. Existem premiações também para os três primeiros colocados que estiverem presencialmente na Latinoware, e para a equipe melhor colocada.

Para participar, siga estas instruções:

Bom, primeiro acesse o site https://ctf-lwos.latinoware.org leia as regras e se inscreva na plataforma. Daí fique ligado nas redes sociais e no nosso grupo no Telegram https://telegram.me/latinoware por avisos e novos desafios lançados. Durante a Latinoware teremos 2 reuniões nos dois primeiros dias para explicar em mais detalhes para os novatos como funciona a competição. Além disso iremos liberar uma série de desafios e dicas de onde estão localizados para que os competidores possam somar pontos extras e largar com vantagem no grande dia. No terceiro dia teremos a competição em si, a qual poderá contar também com participantes externos que queiram testar seus conhecimentos, capacidade de raciocínio lógico, dedução, habilidades de investigação, capacidade matemática, etc….

Premiação – Os três primeiros colocados receberão:

1 – Celular LG K10 + Kit camiseta (1% hackudo) + caneca Latin.sec + Bolsa

2- Celular LG k4 + Kit camiseta (Tá tranquilo, tá vulnerável) + caneca Latin.sec + Bolsa

3- Tablet Multilaser M7S + Camiseta (1% hackudo)

Os resultados serão apresentados ainda hoje às 15 horas, no Espaço Colômbia, na Latinoware.

]]> Desafios da segurança digital são apresentados na Latinoware 2016 https://2016.latinoware.org/desafios-da-seguranca-digital-sao-apresentados-na-latinoware-2016/ Fri, 21 Oct 2016 15:14:02 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36318 Leia mais]]> seguranca-2A segurança da informação e a privacidade nos meios digitais têm sido uma preocupação constante para especialistas da área e usuários. Com pessoas cada vez mais conectadas, o mundo virtual tornou-se um campo propício para a atuação de criminosos, e um dos crimes digitais mais praticados é o roubo de informações.

(Matéria Ana Paula Olodoni – Jornal do Iguassu)

Para garantir a proteção de dados confidenciais, empresas têm adotado diversas técnicas de segurança. No entanto, essas mesmas técnicas podem ser utilizadas em crimes digitais. “É como uma arma, que é usada por policiais para defender a população, mas também por criminosos”, exemplificou Gilberto Sudré, professor, consultor e pesquisador nas áreas de Segurança Digital e Computação Forense.

Na palestra “Técnicas anti-forenses: proteção aos criminosos ou garantia da sua privacidade?”, promovida durante a Latinoware, Sudré falou sobre os avanços da perícia computacional forense na investigação de crimes cibernéticos. “Combater crimes digitais é uma tarefa complexa, mas não impossível, pois toda ação feita em dispositivos digitais ou rede de computadores deixa vestígios. A função da perícia computacional forense é coletar evidências digitais que possam ser utilizadas em um processo criminal”, explicou.

Apesar do avanço das técnicas de investigação, Sudré ressaltou que métodos para dificultar a identificação dos criminosos cibernéticos também têm evoluído. “Ferramentas como a criptografia, que é utilizada para garantir o sigilo das informações, também tem ajudado criminosos a esconder os seus rastros, dificultando a investigação de crimes”. Para combater isso, Sudré afirma que as pesquisas e o desenvolvimento de mecanismos de segurança devem ser contínuas.

A disseminação do conhecimento sobre vulnerabilidades e segurança digital é apontada por Sudré como a principal forma de proteger os usuários da internet. Por isso, ele considera que eventos como a Latinoware, em que essas questões são discutidas, são essenciais. “A proteção digital está totalmente relacionada ao conhecimento”, afirma o palestrante.

“As pessoas têm que entender que, no mundo virtual, ninguém está 100% seguro. A internet é um ambiente hostil e, para piorar a situação, hoje temos diversos dispositivos digitais que podem ser utilizados como espiões. Por isso, conhecimento, bom senso e o cuidado durante a navegação ainda são as melhores formas de proteção”, finalizou.

Fotos: Jean Pavão

 

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Na Latinoware 2016, máquinas caça-níqueis viram computadores escolares https://2016.latinoware.org/na-latinoware-2016-maquinas-caca-niqueis-viram-computadores-escolares/ Fri, 21 Oct 2016 14:03:28 +0000 https://2016.latinoware.org/?p=36315 Leia mais]]> pcramaImagine transformar máquinas caça-níqueis em computadores escolares com funcionalidades de software livre, positivas e práticas, de aprendizado tecnológico e de entretenimento. A proposta destaca-se na programação do Hacker Space, na área da Robótica Livre da Latinoware 2016, que acontece nos dias 19, 20 e 21, nas dependências do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu.

O evento, considerado o maior da América Latina, do gênero, reúne mais de cinco mil pessoas, com recorde de público, entre pesquisadores, especialistas, palestrantes, conferencistas e estudiosos de modelos de software livre.

Reaproveitamento – A ideia do PCRAMA, lançada na Latinoware 2016, é aproveitar as máquinas caça-níqueis apreendidas pela Receita Federal, sob a configuração de jogos ilegais, para transformá-las em autênticos computadores com capacidade de 1 Giga de Memória, utilização de programas de edição de texto, imagem, banco de dados, acesso à internet e toda a funcionalidade da computação moderna. “Outro atrativo é que o PCRAM armazena mais de 3 mil jogos de videogames antigos como Atari, Nintendo e SuperNintendo, como possibilidade de diversão e de entretenimento para as crianças e os estudantes”, disse o jovem Natan, idealizador do projeto.

O rapaz diz ainda que são utilizados computadores e peças antigas para a composição estrutural do PCRAMA. “Tudo o que não é mais aproveitado, pode ser usado para a construção do nosso protótipo”. A proposta ainda levar o produto tecnológico para escolas das redes municipal e estadual, em várias regiões do Brasil, a custo baixo e acessível, dispondo-o, especialmente, em laboratórios de informática. “Outra questão super positiva é que usamos o sistema operacional Linux. Ou seja, o software livre, e o fato de que as crianças podem ter aulas também de como montar e construir um computador”, concluiu.

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